Precisamos falar sobre Autorregulação

por | 15 jun, 2020

Leitura: 5 minutos 

Conheça o pilar socioemocional que abrange o foco, a persistência, a estabilidade emocional e o autoconhecimento. 

Ao longo do ano passado fizemos, aqui no blog, uma série de posts destrinchando cada uma das competências emocionais presentes no nosso método avaliativo. Todas essas competências são organizadas dentro de quatro pilares: Autorregulação, Colaboração, Comunicação e Pensamento Crítico. Ao longo das próximas semanas vamos retomá-las. Vamos lá?

 

Para que serve a Autorregulação?

 

A autorregulação é a habilidade de regular a si mesmo, sem precisar de intervenção externa. Saber lidar com os próprios sentimentos e, em casos de necessidade, conseguir dominá-los para seguir adiante é extremamente importante para o desenvolvimento integral de um indivíduo.

Essa competência interfere diretamente no potencial de resolução de problemas da pessoa, já que o sujeito que consegue se autorregular, consegue lidar com mais calma e precisão ao se deparar com os percalços da vida.

Vamos falar um pouco sobre cada habilidade específica que compõe esse pilar.

 

 Foco e Atenção

Os conceitos de foco e atenção andam bastante juntos, visto que a atenção costuma significar a capacidade de manutenção de um foco pelo tempo necessário para que uma tarefa seja resolvida e/ou uma lição seja aprendida. Focar é a habilidade que temos de dirigir nossa atenção para o estímulo que julgamos ser mais importante no momento e fazer com que os outros passem a fazer parte do plano de fundo. 

Não fosse o desenvolvimento dessa habilidade não conseguiríamos, por exemplo, manter uma conversa com alguém na mesa de um restaurante: imagina se ficássemos prestando atenção o tempo todo nas conversas das outras mesas, nos garçons andando, enfim, em todos esses outros estímulos? Dentro de sala de aula, a mesma coisa. O aluno precisa treinar sua habilidade de foco para prestar atenção no conteúdo ensinado mesmo que hajam, por exemplo, outra turma fazendo muito barulho na sala ao lado ou até mesmo uma conversa paralela acontecendo na carteira de trás.

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Motivação, persistência e garra

Já dizia Thomas Edison que um gênio é formado por 10% de inspiração e 90% de transpiração. O que ele quis dizer com isso é que para alcançar um objetivo você precisa muito mais de esforço que de puro talento. Estudos comprovam que o que diferencia o sucesso profissional das pessoas é a sua garra.

Durante toda a nossa trajetória de vida, passamos por momentos desafiadores que exigem que nos motivemos e nos esforcemos constantemente.. A persistência é esse movimento de aceitar o desafio e focar na tarefa, mesmo que ela pareça impossível. Ela simboliza também a perseverança e a resiliência de, por vezes, encarar o fracasso no caminho, digerí-lo, seguir em frente e tentar de novo.

As crianças precisam ser estimuladas, desde cedo, a entender o valor de seus esforços. Quando são parabenizadas apenas pelo objetivo cumprido, não internalizam a importância que foi o trabalho feito para chegar lá – e não entendem, portanto, que podem se esforçar ainda mais para chegar a um objetivo diferente/maior.

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Estabilidade emocional

Buscar a estabilidade emocional significa trabalhar a capacidade de sustentar um estado funcional de emoção, independente das circunstâncias. Isso não quer quer dizer buscar a alegria a todo custo e passar por cima de sentimentos “menos agradáveis” como a raiva e a tristeza – todo sentimento é legítimo. Essa busca é por aprender a não ser refém deles.

Imagine se todas as pessoas ficassem completamente perdidas ao precisar lidar com algum problema mais sério: se entregariam à dor e somente a ela, sem conseguir cuidar de qualquer parte prática necessária ou até mesmo das próprias necessidades básicas como ter forças para comer e cuidar da própria higiene.

Permanecer calmo para enfrentar o que vêm pela frente não é uma das tarefas mais fáceis, mas se nos deixamos dominar por elas o tempo todo, nossos relacionamentos profissionais, pessoais e afetivos seriam insustentáveis. Saber administrar períodos de turbulência é fundamental para o sucesso de nossas intenções, de forma global.

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Autoconhecimento e Autocuidado

Autocuidado é saber se preservar para se manter saudável, física e emocionalmente. É saber fazer escolhas coerentes e zelar pela própria vida. Para que um indivíduo saiba se cuidar, ele precisa se autoconhecer e é por isso que as habilidades de autoconhecimento e autocuidado andam juntas.

Essa é uma das  competência na BNCC (Base Nacional Comum Curricular), que prevê que os alunos precisam demonstrar que se conhecem, se apreciam e conseguem cuidar da própria saúde, bem como reconhecer as suas próprias emoções e as dos outros para ajudar na manutenção de um ambiente saudável e no desenvolvimento de capacidade crítica para lidar com elas.

Em uma sociedade que exige que todos estejamos o tempo todo ligados em potência máxima, precisamos estar muito atentos aos nossos limites para não entrar em colapso: o número de diagnósticos de depressão, ansiedade e síndrome de burnout nos últimos anos é inédito na história. Para lidar com o mundo, precisamos saber cuidar de nós mesmos.

Alguma dessas habilidades é seu ponto fraco? Veja algumas dicas de como trabalhá-las nas crianças e jovens clicando nos links deste artigo.

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