Aulas a distância: dicas para essa nova realidade

por | 2 jun, 2020

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Algumas sugestões para implementar a experiência remota. 

A resiliência e a criatividade, que juntas impulsionam a capacidade de se reinventar, são duas competências socioemocionais importantíssimas e que, por isso, sempre fizeram parte de nossos estudos e de nossa missão. Precisamos da criatividade para criar novas maneiras de enfrentar os problemas, e de resiliência para nos mantermos firmes frente a eles.

Precisamos treinar nossas habilidades socioemocionais todos dias, mesmo sem nunca saber quando dependeremos ainda mais delas. Uma pandemia que está mudando a forma como o mundo funciona, certamente, é um dos momentos em que essas nossas capacidades são colocadas em teste.

As instituições de ensino e os profissionais de educação estão sendo constantemente testados e provocados desde que se iniciou um período de isolamento que exigiu que os espaços físicos das escolas fossem colocados em pausa. Como agir a partir de então? Como manter um ensino de qualidade a distância? É a pergunta que todos estamos nos fazendo e tentando nos reinventar para solucionar.

O professor de ciências da computação e cofundador do Coursera, Andrew Ng publicou um artigo com dicas, e resolvemos nos basear nos apontamentos dele para trazer algumas dicas aqui para o nosso blog.

 1. E o quadro?

Sabemos que o ambiente de aprendizagem vem constantemente se remodelando – mas ainda é inegável que o quadro (seja ele negro, branco ou eletrônico) ainda é um grande protagonista na sala de aula. Como transpor essa ferramenta para a aula remota? Andrew traz algumas ideias, que exigem menos ou mais artefatos tecnológicos. A primeira delas é bastante simples: virar a webcam para uma folha de papel! O professor pode fazer as anotações necessárias nessa folha e apresentá-la para os alunos dessa forma. Uma outra possibilidade é ter um quadro em casa e ministrar as aulas na frente dele, como em uma sala de aula convencional, só que na frente das câmeras. A terceira sugestão de Andrew é apresentar as anotações necessárias através da apresentação de slides.

 

2. Convide os alunos a ligarem suas câmeras

Em geral, os professores ficam “solitários” com suas câmeras e microfones ligados enquanto observam apenas as fotografias dos alunos e um completo silêncio. Alguns memes na internet já expressam esse momento, comparando o professor nessas duas situações: na sala de aula, era comum que ele precisasse pedir silêncio; agora, praticamente implora por alguma interação. Incentivar os alunos a ligarem suas câmeras e, eventualmente, os microfones, para participarem com perguntas e apontamentos pode melhorar bastante a dinâmica da aula, trazendo o ambiente da sala de aula para mais perto da internet.

 

3. Explore possibilidades de interação

Ok, pode parecer que perdemos possibilidades de contato e expressão quando precisamos migrar o aprendizado para a internet, mas isso não significa que não tenhamos novas ferramentas para explorar. O professor pode estimular os alunos a utilizarem os chats, sempre disponíveis nos aplicativos de transmissão de vídeo, para fazerem comentários e/ou registrarem seus questionamentos. Alguns aplicativos possuem também a função de levantar as mãos, que os alunos podem utilizar para mostrar que gostariam de falar.

Quando o VOA conecta começou a nascer, pensamos muito em como poderíamos trazer para a aula remota funcionalidades que ampliassem os campos de interação e a tornassem mais próximas da aula tradicional. Na ferramenta, os alunos têm a possibilidade de interagir com emojis e levantar a mão, bem como o professor consegue abaixar as mãos levantadas que já foram atendidas, enviar checkpoints de acompanhamento e fazer perguntas de múltipla escolha para que os alunos respondam em suas próprias telas.

Vamos todos, aos poucos e usando nossa criatividade, pensar em maneiras para passar por esse momento da melhor forma possível – e criar bagagens para depois que ele passar. Certamente não seremos os mesmos, e tampouco o formato de educação será o mesmo. O que levaremos de tudo isso? Esperamos que inovação, diálogo e afeto.