Carta aberta aos educadores

por | 17 abr, 2020

Leitura: 4 minutos 

São tempos cheios de dúvidas, vamos passar por isso juntos. 

Semanas de quarentena e um bombardeio diário de notícias, nos fazem pensar em como viver esses tempos da melhor maneira possível – e nos preparar para a organização mundial que nos espera “quando tudo isso passar”. É difícil ser sujeito histórico, não temos como entender direito o que está acontecendo e/ou fazer previsões, mas podemos fazer o possível para nos ajudar e para que o distanciamento seja apenas físico, e não social. Isso faz diferença. Faz diferença contarmos uns com os outros.

Hoje a voadora Isabela Rocha que, além de especialista em desenvolvimento infantil, é mãe de uma adolescente e de uma criança, se ofereceu para compartilhar em nosso blog essa carta aos educadores, com o objetivo de falar como mãe que está vivenciando essas novidades e tendo também a visão de educadora, propondo um diálogo afetivo e construtivo entre as partes.

 

Caros educadores,

Nesses tempos de isolamento físico em que as aulas presenciais estão suspensas, é imprescindível informar e auxiliar as famílias. É importante ajudá-los a conhecer ainda mais as metodologias usadas e as formas como a criança aprende, isto é, como adquire conhecimento.

A importância do afeto no processo de estimulação é indispensável. Por isso as interações sociais são tão importantes nessa fase do desenvolvimento. E como fazer isso se nossas crianças não podem frequentar o ambiente escolar?

É fundamental que a escola consiga manter os pais informados de como esse processo se constrói. É também fundamental que a comunicação com as famílias se torne mais frequente, eficaz e afetuosa, acolhendo as dificuldades apresentadas e tentando ser o mais transparente possível nas adversidades que nós, como educadores, também temos enfrentado nesse momento de isolamento.



As dúvidas e incertezas de agora impulsionarão as soluções de um futuro que na verdade já está aqui. Desta forma a parceria “escola-família” se consolidará cada vez mais, fortalecendo essa relação para toda a vida escolar do aluno.


Reuni algumas dicas para que a equipe pedagógica possa facilitar mais ainda esse processo:

  • Não tenha medo em expor suas inseguranças. Acolha essa família dizendo que todos estamos aprendendo juntos essa nova e fantástica maneira de encarar a educação.
  • Planeje sempre suas aulas, respeitando o tempo de tela recomendado pela OMS ex.de até 60 minutos para crianças de até 06 anos. (Mais informações neste link.)
  • Use o tempo restante de aula com as atividades que podem ser enviadas para casa, como fichas, jogos, atividades manuais etc , sempre com o acompanhamento de um responsável.
  • Elogie não só os alunos, mas também os pais, que fazem parte desse processo diário de educação remota.
  • Prepare também materiais em vídeo, texto e diferentes recursos para a família.
  • Assegure-se de que sua instituição está mantendo um canal aberto e assertivo de comunicação com as famílias. Se possível, comunique-se diariamente oferecendo instruções, ou apenas uma palavra de incentivo e carinho. Facilita muito o processo.
  • É importante ter momentos de contato em sincronia, usando a videoconferência.
  • Utilize os novos cenários a seu favor. Atividades como contação de histórias, trabalho com música e brincadeiras de ação podem ser ainda mais criativas usando o espaço da sua casa e da casa das crianças. Lembrem-se de usar recursos (objetos, cômodos, animais de estimação…) aos quais normalmente não se tem acesso na na escola.
  • Aproveite para desenvolver e ajudar seus alunos com as habilidades socioemocionais necessárias para este momento e para o futuro que as aguarda. A Autorregulação merece um destaque especial nesse contexto atual.

“O que a tecnologia nos traz hoje é integração de todos os espaços e tempos. O ensinar e o aprender acontecem em uma interligação simbiótica, profunda e constante entre os chamados mundo físico e digital. Não são dois mundos ou espaços, mas um espaço estendido, uma sala de aula ampliada, que se mescla, hibridiza constantemente.”

(MORAN, José. Educação Híbrida: Um conceito-chave para a educação, hoje. In BACICH, Lilian; NETO, Adolfo; TREVISANI, Fernando. Ensino Híbrido: Personalização e tecnologia na educação. Porto Alegre: Penso, 2015. P. 39)

São diversos os papéis da educação remota. Mobilizar professores, alunos e famílias não tem sido uma tarefa fácil. Sabemos da incansável dedicação de todos os professores e equipe pedagógica com o propósito de transformar a vida dos alunos por meio da educação.

Entendemos que, mesmo diante dos desafios apresentados, vocês tem sido um exemplo de superação. Estamos todos juntos.

 

 

Isabela Rocha

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