Um papo sobre o PISA e o futuro da educação

por | 18 dez, 2019

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Próxima edição da prova, em 2021, já prevê competências socioemocionais. 

Neste mês de dezembro, o assunto nas redes vem sendo os resultados do PISA 2018, divulgados recentemente. Vamos conversar um pouco sobre o assunto?

O PISA é o Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes, uma prova aplicada internacionalmente a cada 3 anos, desde o ano 2000, com objetivo de medir os resultados educacionais apresentados em cada país e, a partir daí, pensar em estratégias de crescimento.

Os estudantes brasileiros realizam a prova desde sua primeira edição. Prova esta que é aplicada a alunos de escolas públicas e privadas, sorteados, na faixa etária dos 15 anos. Até então a avaliação exigia as competências de compreensão de leitura, conhecimentos matemáticos e fenômenos científicos. No entanto, a partir da edição de 2021, a prova passa a exigir também a competência de pensamento criativo.

Essa nova exigência, mais alinhada com as tendências de educação do século XXI, impacta bastante nas novas estratégias de educação, visto que gestores do país inteiro utilizam os resultados e parâmetros do PISA para decidirem o rumo da educação nacional.

A atenção das escolas às competências  socioemocionais, no entanto, podem preparar melhor o aluno para todas as provas que eles precisem fazer na vida. Pode não ser de forma direta, mas toda prova exige que o aluno tenha capacidade de foco e atenção, de compreensão e comunicação, de estratégias e resiliência. Os resultados de um aluno, seja nas provas cotidianas da escola, seja em um ENEM ou até mesmo no PISA estão, sim, ligados com o seu trabalho com essas habilidades, um pouco menos óbvias de tangenciar e muito longe de serem menos importantes.

E o Brasil no PISA 2018?

A reverberação dos resultados da prova por aqui não são muito positivas: apesar de termos subido alguns pontos em relação à edição de 2015 da prova, a colocação geral do país ainda é baixa, ficando entre as 20 piores colocadas no ranking. Segundo a professora Cláudia Costin (que já foi diretora global de Educação do Banco Mundial) em entrevista para a Gazeta do Povo, os problemas de disciplina enfrentados nas escolas atrapalham o aumento do nível de conhecimento e, para ela, uma grande solução para esses problemas de disciplina é fazer com que o aluno entenda que ele é o protagonista de seu aprendizado, algo que se conquista despertando o interesse dos alunos pela própria vida escolar e pelos próprios resultados.

O trabalho com as habilidades sociais forma estudantes e indivíduos com mais protagonismo sobre o próprio aprendizado e a própria vida, bem como mais capacitados para o mercado de trabalho e mais empáticos para a vida em sociedade, entendendo seus papéis e responsabilidades em um mundo colaborativo. As escolas que estão melhor posicionadas no ranking já estão trabalhando há mais tempo essas competências, que vêm sendo cada vez mais visadas. Esse é o futuro da educação, é para ele que precisamos caminhar juntos.

fonte: INEP