Relacionamentos saudáveis: novos desafios da escola

por | 7 jun, 2019

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Incentivar o relacionamento saudável das crianças e jovens com seus pares é essencial para seu desenvolvimento enquanto indivíduo. 

A sociedade está entrando de cabeça na era cibernética. Com isso, os encontros pessoais se escasseiam cada vez mais e os jovens estão se acostumando a criar e manter muitas de suas relações através dos meios digitais – mas o contato humano segue tendo uma importância fundamental, e é aí que o espaço escolar ganha ainda mais importância. Ele precisa ser um ambiente propício para o estímulo ao desenvolvimento de vínculos saudáveis.

A escola tem como ação promover atividades significativas que favoreçam oportunidades de interação com crianças da mesma idade ou idades diferentes em situações diversas, respeitando as diferenças e estimulando a troca entre elas, isso está previsto na Constituição da República Federativa do Brasil.

Os pares são aqueles que estão na mesma faixa etária e dividem os mesmos contextos. Criar relações com os colegas provê um desenvolvimento cognitivo, social e emocional saudável. A partir dessas interações, os indivíduos vão, também, aprendendo sobre regras, limites e combinados sociais. Os amigos costumam influenciar bastante no comportamento, através da modelagem e da aprendizagem social, e as relações interpessoais podem gerar também, a longo prazo, consequências culturais para o grupo social, em termos de qualidade de vida, paz social e até sobrevivência de grupo. Avaliamos essa competência pois sabemos que estabelecendo vínculos saudáveis em sua vida escolar, o aluno estará mais pronto para relações interpessoais na vida adulta.

A neuropedagoga Bianca Melo reitera a importância das amizades para o desenvolvimento de certas habilidades, e ainda comenta sobre como esses relacionamentos podem incentivar os alunos na aprendizagem e nos estudos:

“O relacionamento com outros pares na infância e na adolescência é fundamental para o desenvolvimento de competências socioemocionais, isto é, aprender a lidar com suas emoções, desenvolver empatia e manter relações sociais saudáveis. Tudo isso tem relação com o desenvolvimento integral da criança, que vai além do aspecto intelectual e abarca habilidades que serão necessárias não apenas na escola, mas ao longo de toda a vida. A socialização com outras crianças também é importante para que se aprenda a conviver com pessoas de origens e culturas diferentes. Somos seres sociais por natureza e buscamos conexões com outras pessoas desde pequenos, e tal processo se intensifica na adolescência, quando o jovem tende a buscar mais oportunidades de socialização. Isso acontece porque o sistema de recompensa do cérebro adolescente costuma reconhecer atividades realizadas em grupo como prazerosas. É por essa razão que atividades em grupo são importantes: além de estimularem o convívio e o desenvolvimento de habilidades de socialização, aprender em conjunto é muito mais divertido e eficaz.”

Quer saber mais sobre isso?

Faça download do nosso e-book sobre Relacionamento com os pares. Nele conversamos a neuropedagoga Bianca Melo, com a pedagoga Alessandra Marques, e com o psicólogo Rafael Thomaz, e além de falar sobre o tema de forma teórica, eles deram dicas de como aplicar de forma prática na vivência da sala de aula.

 

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