O protagonismo da inteligência emocional

por | 25 fev, 2019

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Entenda um pouco mais sobre competências que precisam ser urgentemente desenvolvidas. 

8 em matemática, 6 em biologia, 10 em português. O que mais os professores e as escolas podem dizer sobre os alunos, visando a evolução integral do ser humano? O que elas podem passar a entender sobre, por exemplo, socialização, empatia e proatividade? Parece algo bastante abstrato, e ainda é considerado dessa forma pela maioria das pessoas – mas estudos, dados e indícios comprovam a importância de uma maior atenção às habilidades socioemocionais, que, juntas, compõem a tão cobiçada inteligência emocional, um fator imprescindível ao desenvolvimento humano saudável que foi subestimado ao ponto de resultar em uma epidemia sem precedentes de diagnósticos de transtornos mentais.

 

Parece clichê falar disso, mas é necessário bater nessa tecla: com os avanços tecnológicos até pouco tempo atrás inimagináveis, o mundo e a sociedade vêm se transformando com cada vez mais velocidade e as pessoas vêm ficando cada vez mais perdidas, desde os primeiros anos de vida. Vem sendo observado nas escolas um índice de exagerada agitação, reflexo de rotinas saturadas e com pouquíssimas janelas para brincadeiras, descansos e até oportunidades para prática do tédio, um dos fatores bastante necessários à exploração criativa. É também nesses momentos que é desenvolvido um conjunto de habilidades intrapessoais e interpessoais que deveriam também estar fazendo parte do currículo escolar obrigatório.

 

Como podemos preparar melhor os jovens para essa sociedade? Como podemos estruturar as próximas gerações? Estudiosos e pesquisadores multidisciplinares de universidades reconhecidas, como Harvard e Columbia, encaram o desenvolvimento das competências socioemocionais como a principal chave. Recentemente, inclusive, a rede social Linkedin, focada em relações profissionais, divulgou a pesquisa Soft Skills, falando da importância dessas habilidades no sucesso profissional – mas não é só isso.

Daniel Goleman

 

Além de ser um fator decisivo no sucesso profissional, a inteligência emocional também está ligada diretamente aos êxitos dos âmbitos pessoais. Quando a pessoa se ergue sobre uma base sólida de habilidades socioemocionais, ela tem melhores resultados em consciência social, autogestão e alcance de metas e objetivos de vida e bem estar. Daniel Goleman, um dos mais renomados pesquisadores da área de educação, destaca as 5 principais competências socioemocionais a serem urgentemente desenvolvidas:

 

Autoconhecimento

a capacidade de reconhecer as próprias emoções, pensamentos, valores e entender como eles influenciam o seu comportamento frente aos estímulos internos e externos; é saber olhar para si mesmo e avaliar seus pontos fortes e fracos, desenvolvendo também autoconfiança, a resiliência e uma mentalidade focada no crescimento pessoal.

Autocontrole

a habilidade de gerir com sucesso as próprias emoções, os pensamentos e os comportamentos em diferentes situações e estímulos; é saber lidar com conjunturas estressantes, controlar os impulsos e criar condições de automotivação; é a capacidade de definir objetivos pessoais e profissionais e trabalhar em direção a eles.

Consciência Social

a capacidade de ser empático e saber se colocar no lugar dos outros, pensando sobre outras perspectivas e incluindo nelas o máximo de diversidade possível; é também a competência em compreender normas sociais e princípios éticos que regem cada ambiente em que se circule e conviva.

Habilidades Sociais

a eficácia em criar, estabelecer e manter relacionamentos saudáveis com outros indivíduos e grupos, bem como a eficiência em se comunicar com clareza, saber a hora de ouvir, de se colocar, de cooperar, de negociar conflitos e de resistir a pressões sociais inadequadas e contrárias aos seus valores (que podem ser descobertos com a prática do autoconhecimento, já citada).

Tomada Responsável de Decisões

a capacidade de fazer escolhas construtivas levando em consideração o contexto, o autoconhecimento, as interações e normais sociais e os padrões éticos existentes, buscando o bem-estar a si próprio e aos outros.

 

Além de agregar valores inestimáveis à sociedade e garantir cada vez mais o seu bom funcionamento, prestar atenção no ser humano como um todo é uma questão de saúde pública e um investimento financeiro. Profissionais emocionalmente inteligentes possuem mais vantagem competitiva, já que oferecem características muito visadas nos processos de recrutamento, além de apresentarem menores probabilidades de serem demitidos e menos propensão de gastos com saúde por registrarem menor incidência de problemas mentais.

 

Um futuro promissor depende diretamente de seres humanos promissores, afinal, são eles que constroem esse futuro e engendram a sociedade. O futuro promissor depende, cada vez mais, da atenção socioemocional, da humanização do eu e das relações criadas. Que atitudes podemos tomar para isso acontecer?

 

Texto escrito em parceria com psicóloga Thamara Tabera

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